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  TANTRA
  Manuel Cardoso
  10/04/2005
  www.tantra.web.pt
  www.myspace.com/tantraprogrock

 

Entrevista áudio em português com a duração de 0h:20m.18s. Clica aqui para ouvir
Audio interview in portuguese with 0h:20m.18s. Click here to play

 


 

  THE ALLSTAR PROJECT
  Nunez
  02/2008
  www.theallstarproject.com
  www.myspace.com/theallstarproject
  info@theallstarproject.com

 

Surgiram em Leiria, em 2001, e desde então que têm deixado uma descarga de estranhas vibrações na cabeça das pessoas que os ouvem, dada a liberdade estética das suas criações. "Berlengas connection" (EP 2003), "Something to do with death" (EP 2006) e "You reward... a bullet" (CD 2007, edição Rastilho Records) são registos exemplificativos de como a atitude post-rock continua em permanente mutação.

 

Como descreves o disco de estreia "You reward... a bullet"?
É um pouco mais duro, relativamente aos outros que fizemos. Neste, optámos por deixar as guitarras contar a história, enquanto que nos outros eram mais as teclas que cumpriam essa função, tornando esses trabalhos um pouco mais ambientais.

Quais os créditos na ficha técnica?
O disco foi gravado em duas semanas, no estúdio North Áudio, aqui perto de Leiria, as captações foram feitas lá e depois voltámos para a nossa sala de ensaio, que convertemos também em estúdio (mais humilde, é certo!), onde misturámos o disco. A captação ficou a cargo do Eduardo Norte e a produção e mistura a nosso cargo, sendo que a masterização foi feita por André Neto, no DIY Center, em Lisboa.
O disco conta com a participação dos britânicos Antennas to Heaven, que escreveram o texto e lhe deram voz para o tema "Lasers go through monkeys".

Definição de The AllStar Project: projecto unido em torno de uma marca de sapatilhas ou projecto de super-estrelas?
Qual o significado por detrás dessa designação e como surgiu a ideia do nome?

O nome surgiu da pressão de arranjar um nome... não há uma grande história por de trás disto. Nunca pensámos que as coisas se tornassem tão sérias, ao fim de algum tempo e nunca fez parte dos nossos planos iniciais chegar até aqui.

Como encaras/m o sound-check?
Há uma preocupação acrescida com os detalhes pré-concerto ou conseguem-se abstrair dessas responsabilidades técnicas e curtir na mesma, como se já estivessem no concerto ou num ensaio?

Normalmente, os sound checks são rápidos e dá para fazer de tudo um pouco, desde verificar se está tudo bem, a "brincar" um bocadinho, mas a parte técnica nessas alturas é a mais importante, pois pode determinar o desfecho do espectáculo.

Costumas fazer HeadBanging? Crowd-Surfing? Slam? Mosh?
Tens história(s) a contar, ocorrida(s) em alguma destas situações?

Sinceramente, acho que não há grandes histórias para contar, que possam prender as pessoas a ler isto, por isso o melhor mesmo é talvez irem a um concerto e ver o que se passa.

Considero a vossa música hipnótica e evasiva; digamos que um bilhete (só) de ida para um outro mundo, bem diferente deste, por vezes mais conturbado, outras mais relaxante!
Que comentários têm recebido, a partir do contacto com a vossa música?

Muito bons, até agora só nos têm dito coisas boas acerca do nosso trabalho, se calhar porque quem possa querer dizer mal também não perde tempo em nos abordar e dizer de sua justiça.

Para ti, (compor/ouvir) música sem voz, predominantemente instrumental, é...?:
Compor e ouvir são duas coisas distintas, uma é guiar outra é ser guiado, o que acontece no caso da música instrumental, mas de uma forma mais livre e pessoal do que na música cantada, pois não tens alguém a legendar o que a banda está a fazer.
Não desconsidero nem um bocado as bandas não instrumentais, sempre foram as minhas maiores influências.

Os Sigur Rós, apesar da música (pouco comercial) que fazem, são conhecidos internacionalmente, bem como gozam de grande popularidade na sua terra natal.
Acreditas/m que os The AllStar Project poderão vir a ser igualmente respeitados em Portugal, ao lado de Xutos & Pontapés, Madredeus ou Amália Rodrigues?

Respeitados acho que sim, e em certa medida já o somos, se bem que não nos preocupamos muito com concursos de popularidade. Quanto a ombrear ao lado desses nomes da música nacional, já não me parece provável, de momento jogamos noutro campeonato...

Último concerto que foram juntos e que ensinamentos retiraram daí de bom (e de mau) para aplicar (ou não) aos The AllStar Project?
O ultimo foi no Maus Hábitos no Porto e talvez tenhamos apreendido que sem luz é muito mais difícil de tocar, apesar de que com o treino que temos tido não tardará a podermos tocar vendados.

Cinco discos favoritos ou que muito aprecias:
- "Lazer Guided Melodies" (Spiritualized)
- "Dark Side Of The Moon" (Pink Floyd)
- "Revolver" (The Beatles)
- "Loveless" (My Bloody Valentine)
- "Machine Head" (Deep Purple)

 


 

  THEE ORAKLE
  Pedro Silva
  12/2007
  www.theeorakle.com
  www.myspace.com/theeorakle
  www.theeorakle.blogspot.com
  theeorakle@hotmail.com

 

Reuniram-se à três anos, em Vila Real, predispostos a contribuir engenhosamente na concepção de boas malhas de Gothic Doom Death Metal. Os sete elementos dos Thee Orakle auto-financiaram e editaram em 2007 o EP "Secret", com seis temas originais (e um extra). Para trás ficou a Demo de 2005 e alguns espectáculos ao vivo. Pela sua formação passam ex-membros dos Neiva Rates, Frantic Hope, Excalibur, Church, Disharmony e Probe.

 

Como descreves o EP "Secret", lírica e musicalmente?
O EP não é mais que um querer dos sete, que têm em comum a paixão pela música e a vontade de querer mostrar algo novo, secreto, mas que deixou de ser aquando da sua edição. Com o universo como pano de fundo, cheio de temáticas complexas, o ouvinte vai descobrindo dicotomias entre o desejo e a razão, a luz e a sombra, o amor e o ódio. Em suma, a nossa música resulta da relação consumada entre o segredo de uma análise e a introspecção musical do mundo contemporâneo. O que era óbvio deixou de o ser e tudo é novo. A esperança e o orgulho são substituídos pelo ódio e pelo medo, as mentalidades e as formas de pensar mudaram bastante. É um segredo encontrar a chave para fugir do quotidiano, cada vez estamos mais fechados em nós próprios.

Quais os créditos na ficha técnica?
Começámos o trabalho de gravação nos Fast Forward Studios, na Rua Rodrigues de Freitas, no Porto, nos meses de Outubro e Novembro, do ano de 2006, tendo como nosso produtor (e que fez igualmente o trabalho de masterização) o Daniel Carvalho. De referir que o nosso trabalho editado foi suportado inteiramente por nós, com algum esforço, sacrifício e dedicação.

Depois deste EP "Secret" já planeiam gravar um novo trabalho. Que podes avançar, em relação a esta matéria?
Depois da nossa pequena tournée, se assim podemos dizer, e da boa aceitação por parte do público, esses concertos só nos fizeram amadurecer, ganhar experiência como músicos e crescer como banda de sete pessoas, decididas a fazer crescer um projecto, atingir um público bem maior. Virá aí um primeiro álbum com muita determinação, que esperemos que gostem dos temas, tanto como nós estamos a gostar, no processo de criação, que possamos cativá-los ao mundo dos Thee e que possam fazer parte dele.

Qual o retorno da demo de estreia, editada em 2005?
Achamos que talvez não tenha sido bem um retorno, mas mais querer fazer "saltar" fora da garagem, temas que vão de encontro a quem nós realmente somos, ao momento e à fase da banda por que estávamos a passar (fase de crescimento). Pela nossa demo ter ser editada tão recente (tal e qual o nosso tempo de existência), quisémos mostrar às pessoas um trabalho promocional com mais qualidade que a nossa demo e promover o EP, pois temas como "Fine and fairy clouds" e "Sight points" ficaram de lado deste novo trabalho. Por sua vez, apareceram a "Secret" e a "Emptyness", que se enquadram mais na nossa filosofia e ideologia de criar música e emoções, tal e qual como sentimos no ensaio bem de perto e nos concertos. A empatia da banda em primeiro lugar.

O som da banda é fiel ao que cada músico deseja realmente tocar ou resulta do contributo de cada um? Em suma, sai o que querem que saia ou aceitam (e identificam-se com) o que acaba por sair?
Tentamos sempre estabelecer um objectivo mais alto para nós, à medida que o tempo passa; tentamos olhar sempre em frente para o futuro e não para trás; tentamos encontrar novas direcções artísticas e musicais; decidimos tomar um desenvolvimento natural na composição que é mais moroso, mas que vai de encontro às aspirações musicais de cada elemento da banda, que quer demonstrar no novo material. O contributo de cada um é sempre importante e poderoso para a banda, para quem a ouve e a segue.

Que linguagem (lírica e musical) não é comum aos sete elementos da banda? Certamente, no processo de escrever e compor novo material, algumas ideias foram rejeitadas, por não ser partilhadas... correcto?
No processo de escrever e compor novo material existem sempre bastantes ideias, mais ou menos fundamentadas, que são expostas e escutadas por todos... É natural, obviamente, que nem tudo se aproveite, somos muitos e com (por vezes) opiniões muito distintas. No entanto, o contributo de todos, nem que seja na base do idealizar (como já referi) é muito importante. Todos estamos sempre a par do que se vai fazendo, lírica e musicalmente.

Como descrevem um ensaio e com que regularidade o fazem?
Um ensaio é uma porção das nossas vidas, é com enorme gosto e prazer pela música que todos nós nos juntamos, nos reunimos e partilhamos ideias e direcções, que se apoiam, se predispõem, se debatem a querer criar algo que não existe. Costumamos reunir-nos duas vezes por semana, normalmente ao fim-de-semana, mas vão variando por fase de concertos ou no processo de criação. O pessoal reúne-se 3 a 4 vezes por semana, durando de 2 a 4 horas, com duas paragens para fumar ou comer, pois é extremamente proibido fumar na sala de ensaio.

Muito se fala que certas localizações geográficas condicionam as oportunidades de uma banda poder dar o salto, ou não. Tendo ThanatoSchizO como conterrâneos, isso transmite-vos auto-confiança para acreditarem nas vossas ambições musicais?
Não consideramos a nossa localização geográfica menos favorecida, de maneira alguma! Apenas no aspecto de ter de fazer mais despesa, quando saímos para um concerto mais longe ou da Empresa que promove tenha mais dificuldade em aceitar esses valore$... Os vizinhos ThanatoSchizO são uma banda que nos fornece um exemplo saudável de empenho e dedicação. O nosso empenho é, sem dúvida, para alcançar grandes patamares, temos esses sonhos, mas em nada, sequer, espelhamos os nossos vizinhos.

Sem dúvidas que o norte do país tem dado cartas no panorama musical, relativamente a quantidade de bandas, meios de divulgação e circuito de concertos. Apesar da sensibilidade desta pergunta, a partir da tua análise, que(m) salientas dessa zona, para que as pessoas prestem (mais) atenção?
Todas as bandas da Zona Norte estão de boa saúde e recomendam-se! Se incluirmos o Minho e Douro Litoral, então as coisas ainda sorriem mais! Em termos de promoção e salas de concertos, o cenário já muda um pouco, mas nada de aflitivo como na Zona Sul (penso eu)... Destaco, para que se preste mais atenção, bandas que iniciam carreira como os Light Behind (Régua) e os Shattered Dreams (Guimarães), os Oblique Rain (Porto), são uma banda com grande potencial progressivo!

Palavras finais:
Gostaríamos de alertar todos a ficarem atentos ao nosso trabalho, pois o primeiro álbum está a ser trabalhado. Estamos bastante empenhados em definir a nossa sonoridade e confiantes num futuro ainda mais risonho. Para que tudo isto seja possível, agradecer ao Luís Filipe Neves e ao Círculo de Fogo que é um símbolo de todo o bem que as Web-Zines, Revistas e Rádios nacionais (e não só) fizeram pelo nosso trabalho, neste ano que termina. A todos os leitores, um Feliz Natal cheio de adivinhações e um Próspero Ano Novo, repleto de realidades!

Cinco personalidades do mundo que destaques:
- Leonardo da Vinci (inventor, pintor, escultor, homem dos 7 ofícios, com uma capacidade futurista que abriu os horizontes da humanidade no Renascimento, tornando suas invenções como ficção científica para a sua época, tornados hoje realidade os seus protótipos!)
- Roger Waters (o inconfundível cérebro, frontman dos Pink Floyd, primeira banda psicadélica capaz de fazer mover milhares de pessoas em concerto e fazê-las passar por uma "good-trip", um espectáculo só visto para se sentir)
- Pedro Nunes Álvares Cabral (navegador portugês, primeiro homem a completar a primeira viagem de circum-navegação por via marítima, o primeiro a elevar o orgulho nacional ao mais alto nível, a nossa pátria, "viva Portugal")
- Che Guevara
- Bob Marley

 


 

  THE TEMPLE
  Hugo Oliveira
  10/07/2004
  www.thetemple.com.pt
  www.myspace.com/mstemple
  666@thetemple.com.pt

 

Entrevista áudio em português com a duração de 0h:16m.57s. Clica aqui para ouvir
Audio interview in portuguese with 0h:16m.57s. Click here to play

 


 

  THEYWEREGUNSHOTS
  Marco Cabaço
  09/2007
  www.theyweregunshots.com
  www.myspace.com/theyweregunshots
  theyweregunshots_band@hotmail.com

 

Volvidos dois anos sobre a sua materialização, os TheyWereGunShots gravaram (nos estúdios Crossover) a promo-track "Lightomotive", destilando nessa altura uma atitude instintivamente pró-hardcore. Com o EP "I need you to warm me, you need us to burn" (edição Good Enough For The Escape Records, 2007), o quarteto lusitano dispara nas várias frentes alternativas do rock, fundindo saudavelmente o crust punk com o screamo metalcore.

 

Como descreves o EP "I need you to warm me, you need us to burn", lírica e musicalmente? Quais os créditos na ficha técnica?
O EP "I need you to warm me, you need us to burn" é o trabalho discográfico que já deveria ter sido realizado há uns anos atrás, visto a banda ter nascido em 2002 e por esse motivo, este CD acaba por estar carregado de ansiedade e vontade de mostrar tudo aquilo que nos caracteriza. É o EP que tanto revela a nossa evolução (para quem nos conhecia), como a nossa característica sonora, que reúne agressividade, riffs pesados e arrastados, riffs dissonantes, melodia, velocidade e letras subjectivas. Esta edição é também a prova de alguma dedicação, por parte de todos os membros da banda e dos membros da editora (Good Enough For The Escape Records), que se esforçaram por introduzir algo mais do que as cinco músicas que normalmente um EP contém, anexando uma secção multimédia com o videoclip da música "Delays are dangerous" e o seu making of, bem como algumas fotos. "I need you to warm me, you need us to burn" acaba por ser o primeiro passo dos TheyWereGunShots e uma amostra daquilo que a banda tenciona fazer num futuro próximo. Este trabalho foi gravado no início deste ano, produzido e masterizado por David Jerónimo (Concealment) no seu estúdio e teve a participação de João Mota (guitarra), nosso amigo e ex-baterista dos TheyWereGunShots.

Esta nova geração de bandas portuguesas tem apostado muito nas ondas cruas do rock, como o punk e o hardcore. É com esta a sonoridade que os músicos dos TheyWereGunShots mais se identificam?
Apesar do nosso tipo de som ter algumas semelhanças com o hardcore, penso que a nossa sonoridade não reflecte algo pensado ou direccionado para as novas tendências, mas sim algo que nos sai inconscientemente, sem sequer pensarmos naquilo que ouvimos no dia-a-dia. As bandas com que mais nos identificamos variam de membro para membro e isso já explica o facto de não nos preocuparmos minimamente com uma linha orientadora ou tendência a seguir, tentamos apenas fazer algo que nos realize e que nos dê prazer a tocar, focados apenas em tentar fazer sempre algo de novo.

Em que espectáculos musicais ambicionam participar? O que está a ser feito para que muitos desses objectivos se possam concretizar?
Neste momento, estamos focados em tocar por Portugal inteiro; depois tencionamos fazer uma tour por alguns países estrangeiros, tentando divulgar ao máximo o lançamento do nosso EP, mas como é obvio, qualquer grande palco será bem vindo, bem como convites para partilharmos o palco com grandes bandas e para isso apenas temos de demonstrar o nosso valor, cada vez que subimos a um palco, quer seja ele grande ou pequeno. Esta é a principal atitude que tomamos para atingirmos os objectivos de actuar em palcos de maior dimensão.

Que importância atribuis a um manager e de que forma, uma pessoa com essas funções, vos pode puxar para outros patamares?
Nós sempre estivemos e estamos na música com uma postura do it yourself, apesar de sabermos que um manager (se realmente quiser), pode ser uma mais valia para uma banda, colocando-a sempre entre os melhores, estabelecendo os melhores contactos, elevando a banda a patamares superiores. O lado negativo é que por vezes são oferecidos contratos que limitam a banda a mover-se por vontade própria, mas isso obviamente que são regras acordadas entre ambas as partes. No entanto, nós estamos sempre disponíveis e abertos a qualquer proposta, embora só aceitemos aquilo que consideramos favorável para a banda e que não nos limite as acções.

Cinco discos apreciados:
- "Jane doe" (Converge)
- "Under the running board" (The Dillinger Escape Plan)
- "Last night in town" (Every Time I Die)
- "We are the romans" (Botch)
- "Burning out the memories" (Envy)

 


 

  TWENTYINCHBURIAL
  Ricardo Correia & Rui Brás
  20/08/2004
  www.myspace.com/twentyinchburial
  twentyinchburial@hotmail.com

 

Entrevista áudio em português com a duração de 0h:12m.14s. Clica aqui para ouvir
Audio interview in portuguese with 0h:12m.14s. Click here to play